A QUEDA DO PEDESTAL
- acg747top

- 27 de mar.
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Atualizado: 20 de abr.
Possivelmente um dia, vemos sempre uma pessoa como alguém especial, quase intocável, um ser perfeito que habitava um pedestal inalcançável. A pessoa era tudo aquilo que admirávamos: confiante, madura, encantadora, quase imbatível. Mas, como acontece com muitas pessoas que se deixam levar pelas aparências, a verdade estava escondida atrás de uma máscara social cuidadosamente construída.
Um dia, essa ilusão começou a ruir. Percebemos que as qualidades da pessoa que tanto admirávamos não passavam de uma fachada - um ego inflado, uma vaidade desmedida, uma imaturidade infantil e uma arrogância que nos feriu profundamente. A pessoa que idealizamos simplesmente não existia. A pessoa era uma criação da sua própria mente. Uma fantasia...
A dor dessa descoberta foi intensa, quase cruel. Sentimos o chão desaparecer sob nossos pés quando finalmente enxergamos a pessoa como realmente era. E, naquele momento, decidimos tirá-lo do pedestal onde o havíamos colocado erroneamente. A decepção foi tamanha que, pela primeira vez, conseguimos enxergar a nós mesmas com clareza.
Percebemos também que as qualidades que tanto admirávamos nessa pessoa eram, na verdade, virtudes que possuíamos como força, coragem e autenticidade. Aos poucos, mesmo sentindo dor, fomos reconstruindo a autoestima, reconhecendo nosso próprio valor e nos colocando no lugar que merecíamos: no centro da nossa própria vida.
Hoje não permitimos mais que essa pessoa se aproxime de nós. Esperamos que talvez, um dia, essa pessoa possa entender que quem realmente perdeu nessa história foi ela e não eu.
27 de março de 2026
ANA CELIA GUEDES
Essa é uma tentativa de fazer um texto puramente ficcional e ao mesmo tempo tentar transcrever um sentimento que muitas pessoas já sentiram de forma real.


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