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AMAR É UMA DECISÃO DIÁRIA


Nesta Sexta-Feira Santa, trago uma reflexão: será que Deus quer o nosso sacrifício ou a nossa consciência da fraternidade e do amor?

Acredito que praticar a espiritualidade real exige um mergulho profundo na nossa consciência. Ao mesmo tempo, o ato de amar requer a renúncia ao orgulho e a superação do ego.

É bem mais simples cumprir rituais externos, como enfeitar espaços, acender velas ou expressar palavras bonitas, do que exercer o perdão genuíno para com aqueles que nos causam feridas. É mais fácil seguir regras religiosas e frequentar templos, centros ou igrejas do que transformar nossos sentimentos íntimos.

A mensagem de Jesus reside justamente nesse deslocamento do foco: do externo para o interno. O que a pessoa vivencia no mundo exterior é um reflexo direto de seu estado íntimo. Quando a lei deixa de ser um conjunto de normas impostas e passa a ser um estado de consciência, ela se torna viva. 

O tal "véu da ilusão" da vida material acaba fazendo muita gente esquecer essa verdade. Por isso, é comum ver a espiritualidade ser tratada como se fosse só uma lista de tarefas, tipo orar, estudar ou fazer caridade. Quem fica só cumprindo essas regras sem sentir nada de verdade acaba não saindo da superfície.

Jesus convoca a humanidade a abandonar essa superficialidade. O que governa as atitudes humanas não é apenas o que se diz acreditar, mas o que está gravado no subconsciente. Se ainda tivermos no nosso coração medo, julgamento ou orgulho, esses sentimentos irão se manifestar, mesmo que a pessoa pareça muito espiritualizada. 

Por isso, cumprir a lei como Jesus nos ensinou é um processo interno, uma reprogramação da nossa alma, do nosso mental. É aquele olhar profundo, aquele olhar para dentro e se perguntar: Eu estou amando como Jesus ensinou? Eu estou vivendo o que eu aprendo, o que eu leio, o que eu ensino? Eu estou alinhada com Deus ou apenas falando sobre Deus?

Então, Cristo não veio trazer uma nova religião; Ele veio despertar uma nova consciência. E essa consciência começa quando entendemos que amar não é um sentimento, mas é uma decisão que escolhemos todos os dias. Afinal, existiam centenas de regras religiosas. Mas o que Jesus fez? Ele reduziu a duas regras: amar a Deus acima de todas as coisas. E amar ao próximo, como a ti mesmo.


ANA GUEDES

03.04.2026


 
 
 

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