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AS ESCOLHAS NOSSAS DE CADA DIA

29 de ago.
3 min de leitura

As escolhas estão na nossa vida desde que nós resolvemos nascer. Quando abrimos os olhos e olhamos a vida, a primeira imagem que o bebê vê, normalmente, é a da mãe. Ou ele sorri, ou fica de cara fechada. Não importa: é sempre uma escolha nossa. Sempre vamos escolher, cada vez que abrirmos os olhos de forma física, espiritual ou mental.

Todos nós temos escolhas diárias e frequentes, e elas guiam a nossa vida. Cada escolha gera uma consequência. Tudo tem consequência nesta vida. Tudo, absolutamente tudo. O que você faz de bem e o que você deixa de fazer. Tudo envolve escolhas, tudo tem consequência; tudo é escolha, na verdade. E as escolhas geram consequências de amor e de dor.

O amor, quando é real e verdadeiro, traz sempre as melhores consequências, mesmo quando você não é amado de volta. Porque o amor é sublime. O amor te faz ser uma pessoa melhor, faz você querer que a pessoa amada seja feliz. Você quer dar o melhor para o amado ou para a amada. Então, o amor é uma grande dádiva de Deus, e a gente deveria prestar mais atenção nas nossas escolhas por meio do amor.

A dor, assim como o amor, é um aprendizado. No amor, nos tornamos pessoas melhores. Mas, na dor, temos dois caminhos. O primeiro é se tornar alguém que compreende que ninguém é obrigado a te amar como você ama. Mesmo assim, você deseja a felicidade do outro, mesmo que não seja com você. O segundo é se tornar uma pessoa amargurada, ressentida e fria; uma pessoa egoísta e egocêntrica, que só pensa em si, não mede as palavras e nem as consequências dos seus atos. Passa por cima dos outros, sem medir nada, apenas vai atropelando com atitudes, silêncios e palavras duras.

Muitas vezes, o silêncio machuca. O silêncio machuca muito mais do que as palavras. E o silêncio, por incrível que pareça, neste caso, é ensurdecedor. Quando você "ouve" o silêncio da pessoa que mais ama no mundo, mesmo que não diga isso a ela, esse silêncio machuca muito mais do que palavras duras que você ouviu.

As palavras também doem, principalmente quando você sente que a pessoa quer te machucar de propósito. Ela usa os seus pontos fracos, as suas dúvidas e os seus medos, aquilo que você nunca falou para ninguém, nem para as suas irmãs.

Você confiou naquela pessoa, e ela traiu a sua confiança, porque usou tudo isso para te ferir de verdade, para te jogar no poço. É doloroso perceber isso. Mesmo assim, você não diz nada e não reage de forma agressiva. Você levanta a cabeça e diz: "Eu sou muito maior do que isso que você pensa de mim. Se você pensa que eu vou ao fundo do poço porque está usando essa arma contra mim, saiba que essa arma não é letal, porque eu já aprendi a viver com isso." E aprendeu mesmo. Não importa como, mas aprendeu.

Mas, como eu estava dizendo, a pessoa se torna ressentida, amarga, fria e egocêntrica. É uma escolha dela e não sou eu nem ninguém que vai mudar isso. Quem pode mudar as escolhas que fazemos somos nós mesmos, quando resolvemos mudar.

Mudar de atitude, de pensamentos e de crenças limitantes, saindo da zona de conforto, como dizem os especialistas, não é fácil. Mas tudo depende das nossas escolhas. Pense nas escolhas que você está fazendo a cada momento, a cada segundo, a cada dia. Se você quer mudar de vida, tem que saber escolher. Comece escolhendo diferente.

29.08.2026

ANA GUEDES


 
 
 

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