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CORAGEM SILENCIOSA

Atualizado: 11 de fev.

 

Tem uma coragem silenciosa que quase ninguém aplaude: a de levantar da mesa quando o amor começa a custar a própria saúde emocional.


A gente cresce aprendendo que amar é insistir, que ser forte é aguentar, que ir embora é fracasso. Mas pouco se fala sobre o quanto permanecer onde dói também é uma forma profunda de abandono de si. Ficar, às vezes, não é prova de amor; é medo de encarar o vazio que vem depois.


Há relações em que o amor não acaba de uma vez. Ele vai se apagando aos poucos. Quando você começa a se encolher para caber. Quando o riso fica raro. Quando sua presença já não é percebida. Quando você passa a sobreviver em vez de viver.


E então vem a parte mais dura de todas: aceitar que amor sem respeito, sem reciprocidade, sem cuidado, não é amor. É resistência. É sobrevivência. E ninguém nasceu para viver apenas resistindo.


Ir embora não é falta de amor. É presença de amor-próprio. É entender que amadurecer emocionalmente é aprender a diferenciar o que nutre do que drena, o que impulsiona do que paralisa.


Saber a hora de ir não te faz fraco. Te faz lúcido.


Te faz inteiro.


Te faz fiel a si.


Porque, no fim, a verdadeira meta da vida não é encontrar alguém que te complete; é se tornar alguém que sabe quando ficar… e, principalmente, quando partir.



 
 
 

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