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já deu...

Atualizado: 11 de fev.


Pegue suas coisas que estão aqui

Nesse apartamento você não entra mais

Olha o que me fez, você foi me trair

Agora arrependido quer voltar atrás


Já deu

Cansei das suas mentiras mal contadas

Cresci, não acredito mais em conto de fada

Não adianta vir com baixaria


Morreu

A mulher carinhosa e fiel que te amava

Pega o elevador, a sua mala e vaza

Tô avisando lá na portaria

Que aqui você não entra mais


Alô porteiro

Tô ligando pra te avisar

Que a partir de agora eu tô solteira

Já me cansei da brincadeira

Chame o táxi, que ele vai pagar


Alô porteiro

Tô ligando pra te avisar

Que esse homem que está ai

Ele não pode mais subir

Tá proibido de entrar


Já deu

Cansei das suas mentiras mal contadas

Cresci, não acredito mais em conto de fada

Não adianta vir com baixaria


Morreu

A mulher carinhosa e fiel que te amava

Pega o elevador, a sua mala e vaza

Tô avisando lá na portaria

Que aqui você não entra mais


Alô porteiro

Tô ligando pra te avisar

Que a partir de agora eu tô solteira

Já me cansei da brincadeira

Chame o táxi, que ele vai pagar


Alô porteiro

Tô ligando pra te avisar

Que esse homem que está ai

Ele não pode mais subir

Tá proibido de entrar

Composição: Adriano Bernardes / CARLOS PITTY / Di Sousa.

Em “Alô Porteiro”, Marília Mendonça retrata uma mulher que decide colocar um ponto final em um relacionamento marcado pela traição. O gesto de avisar o porteiro para não deixar o ex-companheiro entrar é mais do que uma ação prática: simboliza a retomada do controle sobre sua vida e a imposição de limites claros. O porteiro, nesse contexto, passa a ser uma espécie de guardião dos seus novos limites emocionais, mostrando que ela não permitirá mais recaídas ou invasões em sua privacidade.

O refrão, com versos como “Tô ligando pra te avisar / Que a partir de agora eu tô solteira”, deixa claro que a protagonista não só encerrou o relacionamento, mas também faz questão de afirmar publicamente sua nova fase de independência. A letra ganha ainda mais força na voz de Marília Mendonça, tornando-se um símbolo de empoderamento feminino. Quando a personagem diz “morreu a mulher carinhosa e fiel que te amava” e “Cresci, não acredito mais em conto de fada”, ela mostra uma transformação pessoal, rejeitando ilusões românticas e assumindo uma postura mais madura. Ao pedir que o ex “pegue o elevador, a sua mala e vaza”, a música reforça a ideia de superação e autonomia, consolidando a mensagem de que não há mais espaço para reconciliação.


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