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Enquanto espero

"Enquanto Espero", de João Bosco, explora a solidão intensa de quem aguarda por um reencontro amoroso. A música transforma a espera em um processo doloroso, quase ritual, usando referências a gêneros como o fado e o bolero para reforçar o clima de melancolia. Expressões como “navego um mar de fado azul” e “angústia de um bolero” conectam a experiência pessoal do eu lírico a estilos musicais conhecidos por abordar temas de tristeza e saudade, ampliando o sentimento de vazio e tornando a dor da espera algo universal.


A letra constrói uma narrativa de isolamento, especialmente nos versos “Só eu dentro de mim / A procurar por nós / E apenas uma voz responde”. Aqui, a busca pelo passado compartilhado se choca com a solidão do presente, onde restam apenas o vazio e a saudade.


O trecho “Há muito tempo amor / Que eu te sufoco em pensamento” mostra o esforço de manter viva a lembrança do outro, mesmo que isso cause sofrimento. O ato de “soluçar no meu canto / uma canção enquanto espero” resume o papel da música como refúgio e expressão desse sentimento, enquanto o cais representa o desejo de reencontro, ainda distante. Assim, a canção traduz de forma clara o peso da espera e a persistência da esperança em meio à solidão.


Enquanto espero acontecer


Enquanto espero ver no cais


Vou derramando sem querer


A febre dos meus ais

Há muito tempo amor


Que eu trago dor dentro do peito


Há muito tempo a cor


Da solidão tingiu-me o leito


Há tanto tempo assim


Só eu dentro de mim


A procurar por nós


E apenas uma voz


Responde estão agora


O vazio e a saudade a sós

Há muito tempo amor


Que eu te sufoco em pensamento


Mas quando a noite cai


Traz tua imagem como um vento


Faz tanto frio aqui


Só eu dentro de mim


A procurar por nós


E apenas uma voz


Responde estão agora


O vazio e a saudade a sós

Navego um mar de fado azul


Angústia de um bolero


Versado em sombras, meia luz


Soluço no meu canto


Uma canção enquanto espero (2x)

Enquanto espero acontecer


Enquanto espero ver no cais


Vou derramando sem querer


A febre dos meus ais


Navego um mar de fado azul


Angústia de um bolero


Versado em sombras, meia luz


Soluço no meu canto


Uma canção enquanto espero

Compositores: Francisco De Castro Mucci / Joao Bosco De Freitas Mucci


 
 
 

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