escolhas da vida
- acg747top

- 25 de jan.
- 2 min de leitura
O que eu penso nessas coisas do coração? Como as pessoas conseguem fugir do coração? O que sentem? Como ignoram os sentimentos? Eu não sei fazer isso. Porque eu sinto, às vezes, que é muito intenso, nem eu consigo controlar. Isso, tratando-se de amor, é claro.
Por que raiva, mágoa, inveja, esses sentimentos ruins, eu ignoro. E quando eles passam na minha mente, eu consigo controlá-los e substituí-los por pensamentos positivos. Acho que raiva mesmo, ou ódio, eu nunca senti por ninguém.
Eu já me magoei. Já fiquei triste e me decepcionei muitas vezes com muitas coisas, com muitas pessoas. Mas eu tento me colocar no lugar delas, para ver o que as levou a fazer isso. Às vezes, eu consigo perdoá-las, outras, simplesmente tiro da minha vida, mas não desejo mal a ninguém.
Sinceramente, eu não desejo mal a ninguém. Acredito que eu deva ter inimigos e inimigos até que eu desconheça. Mas eu não considero nenhum ser humano meu inimigo.
Nem aqueles de quem afastei minha vida de propósito. E nem quero conversar. Não sou inimiga, sou uma pessoa que apenas não quero na minha convivência.
Acho que as escolhas que fazemos são essas a cada dia. A cada momento em que a gente cruza com o ser humano na esquina da vida. É isso.
ANA GUEDES
SALVADOR, 23.01.2026
De novo trago uma postagem do @cacoseretalhos
6 sem
6 sem
O filme “ A Noiva Cadáver” nos entrega uma das lições mais delicadas sobre amor, escolha e liberdade emocional; embrulhada em poesia sombria e sensibilidade.
O filme nos lembra que amor não é posse, não é aprisionamento, não é medo de perder. Amor verdadeiro é aquele que, mesmo desejando ficar, tem coragem de libertar. Emily poderia insistir, exigir, se vingar da vida que lhe foi roubada. Mas ela escolhe algo maior: respeitar o destino, honrar a si mesma e não repetir a violência que sofreu.
Enquanto o mundo dos vivos aparece rígido, protocolar e emocionalmente frio, o mundo dos mortos é vibrante, acolhedor e cheio de verdade. A metáfora é clara: estar vivo não é o mesmo que viver. Há pessoas respirando, mas emocionalmente mortas. E há dores que, quando elaboradas, devolvem cor à alma.
Emily representa todas as pessoas enganadas, feridas, esquecidas; mas que decidiram não permitir que a dor as transformasse em algo que não são. Ela ensina que amar também é saber soltar. Que maturidade emocional é não confundir carência com destino. E que seguir em frente, às vezes, é o maior ato de amor-próprio.
Não é sobre quem fica com quem.
É sobre quem se perde, e quem se encontra; no caminho.
Uma história sobre luto, ressignificação e a coragem de escolher a si mesmo.
Porque amor que prende não é amor.
É ausência de liberdade.


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