NOITES AZUIS
- acg747top

- 4 de jul.
- 1 min de leitura
Olá, caro leitor. O que vou contar-lhes agora é um pouco da minha história de vida. A história de um grande amor. Uma história que, pelo menos eu, senti. Isso eu sei. A outra parte, eu não sei. Eu tinha um amor que, às vezes, eu achava que me amava. Outras vezes, sentia que era um joguete. Uma distração... Um desejo... Uma paixão avassaladora, no máximo. Como sou uma pessoa ousada, estou tentando me inspirar em Dostoiévski, o russo que escreveu "Noites Brancas". Eu não sei se minhas noites eram brancas, até porque azul é minha cor predileta, mas eram breves. De dia, a gente disfarçava para o mundo. Mas, à noite, as crianças dormem e se recolhem, vivíamos aquela sensação de relaxar e de proporcionar muito prazer um ao outro. Mas a relação não sobrevive apenas aos desejos, aos impulsos sexuais; o amor, quando é amor, não é apenas querer; exige atitudes concretas.
ANA GUEDES
SALVADOR, 04.06.2026




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