uma certa quarta de julho - Parte II
- acg747top

- 28 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 3 de abr.
Ela esperou de maneira ansiosa. Desbloqueava a tela do celular de minuto a minuto, mesmo sem notificação. Mas, ao mesmo tempo, mantinha uma esperança de que uma resposta que pudesse fazer seu coração se iluminar novamente. Quando finalmente a mensagem chegou, mas não veio do e-mail. O celular e suas mãos tremeram ao abrir o WhatsApp. Mas o que encontrou naquela tela pequena não foi o conforto que buscava, e sim um golpe frio que cortou fundo novamente o seu coração.
Ele escreveu com uma frieza que parecia não ter espaço para sentimentos: “Preciso ser honesto contigo. Essa relação foi um erro desde o início.”
Ela, com o coração ainda pulsando esperança, respondeu: o meu amor por você nunca considerei como um erro. E ainda prometeu: “Vou esperar por você toda a eternidade. ” Para ela, o amor transcendia o tempo e as dificuldades. Ela sentia que o amor deles tinha uma conexão de almas.
Mas a resposta dele foi um choque que partiu ainda seu coração. “Eu não acredito em reencarnação”, escreveu ele com uma frieza que parecia apagar qualquer sonho que ela mantinha. “Eu acredito no amor, sim, mas não acredito que Deus tenha determinado essa relação para nós”
As palavras dele soavam como uma sentença definitiva, um afastamento que não deixava espaço para esperanças ou milagres. “O que eu prezo mesmo é a sua amizade”, continuou, “e é isso que quero preservar. Nada mais.
Ela sentiu o peso daquela declaração com um silêncio ensurdecedor. O amor que ela sentia parecia não encontrar eco naquele coração duro e insensível. A crença limitante dele tornava o abismo entre eles ainda mais profundo.
A decisão dele ser apenas amigo foi o golpe final naquele coração partido. Mas ela se levantou, engoliu a decepção e digitou a última promessa: “nunca mais vou te incomodar”.
FIM
ANA GUEDES
27 DE MARÇO DE 2026.
Esse é o primeiro conto que escrevo sobre a superação de um término doloroso de um relacionamento amoroso.



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