Viva o amor!
Atualizado: 1 de set.
Eu sou uma pessoa romântica. Sempre acreditei no amor. Adoro filmes -como se diz? - filmes muito doces, românticos e com finais felizes. Adoro músicas, principalmente as que falam de amor. Amores felizes e amores não tão felizes. Eu sou dramática, né? Mas também sou intensa.
Adoro as histórias de amor na vida e nos livros, nos filmes, nas artes... Na vida, quando vejo um casal feliz, fico feliz por eles, sabe? Eu sei que não existem contos de fadas, mas eu adoro contos de fadas. Adoro quando o amor triunfa e, por isso, eu amo a vida.
Eu amo a minha família. A família que Deus me deu, a família que me criou, a família que me fez a pessoa que eu sou. Eu não sou perfeita, mas Deus me concedeu muitas bênçãos, sabe? Eu não sou rica e nunca quis ser. Só quero ter dinheiro para pagar minhas contas certinho, tudo certinho, como meu pai me ensinou. Honrar os meus compromissos, como minha mãe me ensinou. Ter a união e o companheirismo que tenho com minhas irmãs e com meu sobrinho. Nós brigamos, mas até nas brigas somos unidas, sabe? Que continue assim até o resto da minha vida.
Amo também o amor dos meus amigos. Eles me compreendem, não querem que eu mude e me aceitam. E aceitar é diferente de tolerar, entendeu? Eles simplesmente aceitam o jeito que eu sou, porque eu não sou uma pessoa fácil. Não sou fácil de lidar, eu sei disso.
Amo a minha profissão: comunicação e jornalismo. Amo escrever, amo ler, amo ouvir música e amo as artes de uma forma geral. Eu não entendo muito de pintura, mas sou sensível. Deixo a minha sensibilidade fluir quando estou vendo um quadro, uma escultura ou algo que parece muito abstrato, muito surreal. Mas eu sou assim, surreal. Talvez por isso eu entenda o mundo com a minha sensibilidade, porque sempre me senti diferente da maioria das pessoas. Por um tempo, achei que isso era uma coisa ruim, mas hoje vejo e acredito que Deus me deu essa diferença justamente para eu me contrapor ao mundo. O mundo efêmero e cruel está aí, e às vezes eu fujo dele. Fujo para os meus livros, meus filmes, minhas escritas e minhas músicas. Só assim consigo sobreviver, porque às vezes as notícias que acabo sabendo por outras pessoas, pelas redes sociais ou pelos jornais me estressam muito.
Eu tenho muita empatia mesmo, ainda tenho, apesar das dores, dos traumas, das decepções e das traições que já vivi. Mas isso faz parte da vida; faz com que eu cresça, amadureça e seja uma pessoa melhor. É pelo amor e pela dor que a gente evolui como ser humano.
A minha meta nesta vida, já há muito tempo - aliás, desde que decidi -, é evoluir. E sinto que estou crescendo a cada dia, evoluindo como ser humano, evoluindo para Deus. Eu não quero ser melhor do que ninguém, não é isso. É ser uma pessoa melhor para Deus. E ser uma pessoa melhor para Deus é ter amor no coração e fazer sempre o bem.
É por isso que estou perto de pessoas que são assim. As pessoas que deixo fazer parte da minha vida são os meus amigos e alguns colegas de trabalho com quem compartilho quase a semana toda, já que trabalho mais de doze horas por dia. Quem eu deixo entrar no meu mundo são pessoas assim. E, para quem eu não deixo, oro para que um dia percebam e tentem evoluir, porque cada um tem seu estágio, né?
Vocês podem me perguntar por que eu quero evoluir como ser humano e por que não me jogo nos prazeres que a vida oferece. A vida oferece muitos prazeres, mas prazeres efêmeros. Desde criança, nunca me importei com essas coisas. Não sou uma pessoa materialista. Gosto de conforto, de conforto eu gosto, mas não sou apegada a bens materiais. Eu sou apegada ao mar, à lua, ao sol, aos astros, ao universo e aos animais. Tenho muito amor pelos animais - todos eles, até aqueles que as pessoas rejeitam, como os ofídios, as cobras. Tenho uma grande admiração pelas cobras. Tenho medo? Medo tenho; não vou me aproximar e não as quero perto de mim, mas tenho uma grande admiração por elas, assim como tenho pelos tubarões e as orcas, pelos animais caçadores que são.
Mas eu não tenho admiração pela humanidade. Não tenho. Tenho admiração por algumas poucas pessoas, cada vez menos. Pela humanidade em si, não. Quando eu deixar esta vida, espero ter cumprido o meu propósito de evoluir, independentemente da idade que tiver no momento. Estou fazendo muito esforço para evoluir em um mundo tão cruel quanto este em que estamos vivendo.
Mas eu acredito no amor. Sempre vou acreditar no amor, porque é a maior força que existe neste mundo, como pregou Jesus. Cristo pregou o amor a todas as criaturas, até àquelas que a sociedade marginalizou - principalmente essas. Os marginalizados, os esquecidos, os invisíveis, como a gente chama hoje. E eu não quero perder isso. Essa é a minha essência. Viva o amor!
29.08.2026
ANA GUEDES



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