Brasil de 2021
- acg747top

- 24 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de abr.
Na minha infância, diziam que o Brasil era o país do futuro, mas na realidade era Belíndia, uma mistura de Bélgica e Índia. A expressão Belíndia foi inventada pelo economista Edmar Bacha, um dos idealizadores do Plano Real, em um ensaio escrito em 1974 sobre a desigualdade brasileira. O país seria "uma Bélgica pequena e rica, cercada por uma Índia gigantesca e pobre".
Em 2021, o Brasil é pária internacional e caminha para virar uma nova Grécia. Uma Grécia totalmente diferente daquela que estudamos nos livros de História. Na Grécia Antiga nasceram a democracia, a filosofia ocidental, os Jogos Olímpicos, a literatura ocidental, a historiografia, a ciência política e os grandes princípios científicos e matemáticos, além das artes cênicas ocidentais.
O Brasil está mais perto da Grécia, que viveu uma crise econômica, quando várias agências de classificação de risco de crise deflagraram problemas no país sobre o crescimento do déficit público. O que significa que a Grécia aumentava suas dívidas e diminuía sua arrecadação. Parece familiar...
O pior é que o Brasil também pode virar um novo Equador, que, no início da pandemia da Covid-19, viveu uma crise sanitária. Os moradores de Guayaquil relataram corpos espalhados nos banheiros dos hospitais e nas ruas. Desde que a doença chegou ao Equador, diversas famílias tiveram dificuldade de ter atendimento em hospitais. Além disso, os preços eram abusivos nas farmácias e nos supermercados. Outra infeliz coincidência...
Normalmente, sou uma pessoa otimista, mas os cenários que os especialistas econômicos, sociais e científicos preveem para nosso país são alarmantes e assustadores. Torço para que eles estejam errados e que nós, brasileiros, não possamos viver esta tragédia.
ANA GUEDES



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